Quando a calvície começa, a primeira pergunta costuma ser: "até onde isso vai?". A escala Norwood-Hamilton existe justamente para dar nome ao que está acontecendo — e para que médico e paciente falem a mesma língua.

Ela classifica a calvície masculina em estágios, do mais discreto ao mais avançado. Não é um diagnóstico isolado, mas um mapa: ajuda a entender o padrão de queda e a planejar o que faz sentido para cada caso.

Como ler os estágios

De forma simplificada, a escala vai de II a VII:

  • II e III — recuo nas entradas, ainda discreto. Aqui o foco costuma ser preservar.
  • IV e V — rarefação na frente e início no topo (coroa).
  • VI e VII — as áreas se unem e a faixa doadora fica mais restrita.

Cada estágio sugere uma faixa de enxertos e de sessões — mas isso é apenas uma referência. A densidade da área doadora, a qualidade do fio e o objetivo de cada pessoa pesam tanto quanto o número na escala.

Escala Norwood grau II, vista de topo
II
Escala Norwood grau III, vista de topo
III
Escala Norwood grau IV, vista de topo
IV
Escala Norwood grau V, vista de topo
V
Escala Norwood grau VI, vista de topo
VI
Escala Norwood grau VII, vista de topo
VII
A progressão da escala Norwood, do grau II ao VII — vista de topo.
A escala diz onde você está. Ela não diz, sozinha, o que você deve fazer.

Por que o estágio importa

Saber o estágio ajuda a separar duas decisões diferentes: estabilizar a queda e repor o que já caiu. Em estágios iniciais, o tratamento clínico costuma ser o primeiro passo — às vezes adiando ou evitando a cirurgia. Em estágios mais avançados, o transplante entra para devolver densidade às áreas que mais aparecem.

Quer saber o seu estágio com mais precisão? A avaliação presencial é o que define o caminho.

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Uma ferramenta, não um veredito

Na nossa página de transplante capilar há um diagnóstico interativo baseado nessa escala — uma estimativa educativa para começar a conversa. Ele não substitui o exame do couro cabeludo, que considera fatores que nenhuma escala captura sozinha.

Importante

A escala Norwood é descritiva, não preditiva: ela mostra o estágio atual, mas não garante a velocidade da evolução. Acompanhamento periódico é o que permite agir na hora certa.

No fim, o número na escala é um ponto de partida. O que define o resultado é o plano construído para o seu caso — e a paciência de acompanhá-lo.